sexta-feira, 5 de outubro de 2012

DOUTORES & ENGENHEIROS


UM ANTIGO primeiro-ministro e um ministro actual (ainda à hora e data em que escrevo) chamaram, pelas piores razões, as atenções dos portugueses e da comunidade internacional para algumas universidades portuguesas.
O curso de engenharia de Sócrates na Independente e os lapsos de Relvas na Lusófona, além de os envergonhar pela mentira e pela falta de preparação académica, põem em causa o prestigio e o valor das instituições, criando suspeitas quanto à existência de outros casos ainda ignorados e escondidos naquelas e em outras universidades portuguesas.
Abstenho-me de comentar o curso de Sócrates e não mando Relvas estudar. Nem um nem outro têm desculpa. Mas ambos não fizeram mais do que aproveitar as oportunidades facultadas por quem não devia sujeitar-se a semelhante procedimento criando graves prejuízos à credibilidade do ensino superior em Portugal sobretudo num momento em que tantos jovens se vêem forçados a mostrar diplomas portugueses no estrangeiro onde buscam o trabalho que a Pátria lhes recusa.
Calculo que tudo isto seja o resultado do casamento da fome com a vontade de comer. Presumo que cada um daqueles “professores doutores” (por extenso, se faz favor) que caiu na trampa de favorecer políticos influentes, fê-lo para tirar benefícios para as respectivas universidades. Mas proceder deste modo não é muito abonatório no que respeita à seriedade de processos nem aos cuidados devidos a cada uma das instituições.
Desde há mais de 20 anos que tenho dado aulas em quatro diferentes universidades e dois institutos superiores, nacionais e estrangeiros, nas diferentes qualidades de professor assistente, professor auxiliar, regente de cadeira e professor convidado.
Até hoje, não tive a mais pequena razão de queixa nem os meus antigos e presentes alunos se podem queixar do que quer que seja. Mas imagino a experiência dolorosa que os casos Sócrates/Relvas provocam em antigos e actuais alunos dessas instituições. Tenho uma jovem familiar que se esforça muito para, em 4 anos, tirar o seu diploma de medicina veterinária, o que custa à família os olhos da cara. Está cansada das gracinhas que lhe dirigem por frequentar a universidade das equivalências do Relvas...
A mim, há algum tempo, ofereceram gentilmente a possibilidade de me tornar mestre ou ser doutor. Mas o meu conceito de semelhantes graus académicos corresponde a outro grau de exigência dos que se tornaram conhecidos na Moderna, na Independente, na Lusófona, na Autónoma e mesmo no ISCTE.
Uma tese de doutoramento exige anos de pesquisa, análise e escrita o que é muito mais do que comprar um texto por três ou quatro mil euros disponível na internet. Enganar quem nos emprega com uma falsa “progressão na carreira”, tão em voga, ou trair os alunos deve ser absolutamente impensável.
Não se pode admitir que se ponham em causa milhares de profissionais a quem se peça um “curriculum vitae”, ou se pergunte em que faculdade andou.
Naturalmente dizer-se que se estudou em Oxford, Cambridge, Sorbonne ou em Harvard ou Yale, é uma maneira de anunciar uma formação cívica, social e académica em total excelência. Proclamar o curso na Moderna, Independente ou Lusófona não deve ser um pedido de maldição.
Por estas e por outras é que não quis mestrado nem tirei doutoramentos desses que se oferecem por aí à pressão. Fico muito contente quando me chamam sr. Letria. Licenciados, mestres e doutores cada vez há mais . Senhores é que cada vez há menos.
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In Mais Alentejo de Outubro de 2012

sábado, 10 de dezembro de 2011

Passatempo com prémio triplo

Está a decorrer, até às 12h do próximo dia 16 Dez 11 no blogue 'Sorumbático', o passatempo «Quanto indica a balança?», no qual serão atribuídos estes 3 exemplares autografados. Ver [AQUI].
Está a decorrer, até às 12h do próximo dia 16 Dez 11 no blogue 'Sorumbático', o passatempo «Quanto indica a balança?», no qual serão atribuídos estes 3 exemplares autografados. Ver [AQUI].

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Engenheiros

LÍGIA, uma engenheira civil de 32 anos, natural e residente em Famalicão, foi a primeira Masterchef de Portugal. Luís, um engenheiro civil de Lisboa com 31 anos de idade, foi o primeiro vice-Masterchef português.
Pararam de fazer pontes, estradas, barragens, edifícios e estádios de futebol para se habilitarem aos 25 mil euros do concurso da RTP. Tanto um como o outro mostraram que bem se deve comer na casa de cada um deles!
É uma vocação que o Instituto Superior Técnico devia contemplar. Os tempos mudam!
Antes destes, havia uns engenheiros da tanga que se entretinham a destruir Portugal!

SARGENTOS fazem manif ”confrontados com uma série de disparates”. Palavra!?

«O Pescador de Pérolas» - «Correio da Manhã»

OS CEGOS ANALÓGICOS

TELESPECTADORES da Nazaré e de Alcobaça não têm TV porque lhes desligaram o analógico. Ou se alinha com a TDT ou se fica ceguinho. Estes já não viram o sorteio que ditou o Bósnia-Portugal, nem o adeus à Virgem em Fátima. Só falta tirarem-lhes também o fado…
Já no concelho de Sintra tinham feito esta perigosa maldade. Tiram audiências aos anunciantes e não lhes fazem descontos e alguns espectadores sem TV até descobrem que não perdem grande coisa.
A ver se em 2012, com a TDT, os telespectadores portugueses não cabem todos no estádio do INATEL…

CAVACO falou à Europa com voz grossa, à homenzinho. Bravo, presidente!

«O Pescador de Pérolas» - «Correio da Manhã»

UMA GAITA

FERNANDO Santos deu uma alegria aos gregos. A Irlanda também está quase no Europeu. A ver se Trapattoni não a põe lá à nossa custa. Portugal no futebol pode ficar sem ver o padeiro.
No futebol já tivemos uma troyka e até nos portámos bem nesse europeu dos idos de 80. Agora, mesmo com os jogadores a dizerem "evantar a cabeça e ganhar o play-off” vai ser uma gaita!
Falta o prof. Américo Baptista! Em vez de aturar técnicos de ideias gerais na RTP, Américo Baptista, o psicólogo clínico, devia ir animar o balneário para alegrar os portugueses.

BRAGANTINOS "menos pertinentes ao frio”. Que quereria a RTPI dizer?

«O Pescador de Pérolas» - «Correio da Manhã»

... E de que maneira

ALEXANDRE Pais ,numa deliciosa crónica neste jornal sobre a mancha da ignorância na sociedade portuguesa, recordava a apresentadora dum programa de TV que retorquira”Perguntei a capital da China, não do Japão!” à concorrente que respondera “Hong Kong”.
Alexandre não vê a Casa dos Segredos. Senão, ouviria uma “menina” gritar ”sei lá quem é essa gaja” respondendo à identidade da sra. Merkel, que outro concorrente já garantira ser um homem.
Alexandre queixou-se: ”Alastra-se a coisa”.Só acrescento: E de que maneira, meu caro, de que maneira…

BASTONÁRIO dos médicos com graça: fumadores morrem mais cedo e pagam mais impostos...

«O Pescador de Pérolas» - «Correio da Manhã»

CARUNCHO

PASSÁMOS semanas a ouvirmos as televisões a dizerem mal do bicho da madeira. Dantes, havia o Kuprinol, que era um líquido que dava cabo do bicho da madeira em dois tempos. Injectava-se o móvel e deixava de se ouvir o bicho a fazer serradura lá dentro.
Agora, os remédios que se aplicam não resolvem nada e há quem fique furioso porque a maioria dos que votam gosta do bicho da madeira.
Temos de ter paciência. Sai-nos a um preço realmente incomportável. Custa-nos os olhos da cara O bicho da madeira é tão caro que devíamos chamar-lhe caruncho.

SEM papas na língua, Proença de Carvalho no “Direito a Falar”, no”Economia TV”.

«O Pescador de Pérolas» - «Correio da Manhã»

DESASSOMBRO

A ISLÂNDIA meteu três golos na baliza de Portugal, mostrou-se de homem para homem contra alguns dos melhores jogadores do Mundo, conquistou com a sua simpatia e desassombro o público do Dragão e não se armou em importante, orgulhosa de ter um seleccionador que é carpinteiro, como o São José da Virgem Maria.
Alguns dos seus jogadores são emigrantes, outros são amadores. No fim do jogo andaram a cumprimentar no relvado os vencedores. Ainda me lembro quando cá o futebol era assim. E de lá para cá, que me lembre, ainda não ganhámos nada.

FALTA de Bosingwa foi o que Rui Santos disse sentir no seu relvado privativo.

«O Pescador de Pérolas» - «Correio da Manhã»

PESADELO

JURO não querer autoflagelar-me para ir direitinho para o céu. Mas foi um castigo ver os “grandes” programas das televisões generalistas. Granger a capitanear mal ignorantes que nem bancam, a Teresinha a gerir bem um bando que devia estar sujeito a averiguações e a Bárbara soterrada por toneladas de carne e sofrimento humano por todos os lados. Nem os canais do cabo me salvaram, tal a pobreza generalizada! Valeu-me um DVD e um livro que comprara à tarde, na difícil digestão do 5 de Outubro. Não podem imaginar o gozo e o sossego alcançados…

ABEL Mateus na SIC Notícias: a arte de bem calar avisos e opiniões.

«O Pescador de Pérolas» - «Correio da Manhã»