sábado, 3 de novembro de 2012

ESCUSAMOS DE FICAR DESCANSADOS


A GENTE com amigos destes não precisa de inimigos!
Vêm os queridos do Governo e sacam-nos ainda mais do que a troika quer, atirando-nos para um  lixo mais velho e mais mal cheiroso do que aquele onde as agências de notação nos puseram,  e do qual ainda não nos limpámos. Os velhos descobrem que vivem anos a mais, os jovens percebem que vão ter anos a menos, e tudo e todos pagam imposto.
Mas se há uns quantos que se safam dos impostos, ou têm meios para os pagar, logo chega o Dr. Sobrinho Simões e garante a todos que, ele seja ceguinho, se daqui a dez anos, um em cada dois portugueses  não vai ter cancro. Só não explicou se o cancro é para aquele que não aguenta os impostos, ou é castigo para o que pode; também não esclareceu se os reformados e desempregados ficam isentos de impostos ou vêem ser-lhe aumentada a taxa moderadora.
Por fim,  salta-nos ao caminho  o coronel Vasco Lourenço e promete, não faço ideia a propósito de quê: uma nova ditadura  está a caminho de Portugal e, na Europa, a guerra é inevitável!
Adoro estes fregueses das bolas de cristal. Não perdem tempo com ninharias tipo saímos ou não saímos do Euro, ou vamos, ou não, seguir o destino da Grécia. É logo de descasca pessegueiro, para não termos tempo de nos animar! Escusamos de ficar descansados… Compreende-se: se não for assim, não há jornal nem televisão que lhes pegue!
In Sorumbático, Nov.2012

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A EUROPA UNIDA JAMAIS SERÁ VENCIDA…



PARA OS FILHOS da Flandres, a Bélgica é uma invenção despropositada e opressiva que obriga seis milhões de flamengos a trabalharem para pagar a improdutividade de 5 milhões de valões do Sul do País. Uns falam neerlandês, os outros falam francês, são todos católicos e têm o mesmo rei. Os flamengos gostavam de se verem livres dos valões e deste País inventado pelos britânicos, depois das guerras com Napoleão, para servir de amortecedor a possíveis futuros invasores. Mas o franco belga desapareceu e a manterem a Bélgica restam o rei e Bruxelas, que ainda ninguém teve coragem de dividir ao meio, repartindo a UE, a NATO e as outras organizações internacionais que ali têm sede, deixando uma corte francófona paredes meias com a sede duma nova República neerlandesa, uma dum lado, a outra do outro. 
Muitos italianos do Norte também adorariam separar-se do resto do País, libertarem-se da Itália do Sul, deixarem para lá o “mezzo giorno” pobre, pouco trabalhador e não muito produtivo, entregue ao crime organizado que tanto os envergonha. A Liga do Norte, partido que até já esteve no Poder e participou em Governos de Roma, sonha com a independência do que chamam Padânia, esse novo País sonhado para o Norte da Itália.
Os corsos almejam a independência da sua Córsega do resto da França e não desarmam as suas pretensões separatistas. O País Basco aspira à independência, quer do reino de Espanha, quer de parte do Sul da França, enquanto também a Catalunha deseja igualmente a sua independência de Madrid, ainda que duma forma mais suave do que os Bascos mas muito mais interesseira.
Em 2014, a Escócia vai dizer-nos através dum referendo se quer a independência do Reino Unido, apesar de gozar de ampla autonomia e se governar por meio dum criativo e independente parlamento que lhe fiscaliza o executivo e dita as suas leis.
Ainda há muito pouco tempo assistimos à explosão da antiga Jugoslávia, pulverizada em diversas repúblicas, e vimos também a implosão da Checoslováquia, que se rasgou em duas, enquanto as antigas repúblicas soviéticas também davam o seu grito do Ipiranga, embora algumas delas ainda mantenham situações territoriais e étnicas mal resolvidas.
É desta Europa que os burocratas que governam muito deste continente reclamam solidariedade, não se percebe bem nem como nem porquê. A nós, desde que nos gritaram “A Europa Connosco”, nunca ninguém explicou porque razões a Europa não tem uma política externa comum e umas forças armadas sob o mesmo comando. Assim como também se têm esquecido de apontar a nossa superioridade: país continental uno e indivisível, uma só língua (ainda que cada vez mais maltratada) e 900 anos de História (também cada vez mais esquecida).
Pois é! A Europa é tudo aquilo que cumpro o ingrato dever de aqui recordar. Não nos embalem agora na canção de “a Europa Unida jamais será vencida”, depois de estarmos todos a perceber que também é mentira o que nos disseram da ”Europa estar connosco”.
Mais Alentejo, Outubro 2012

DESPERDÍCIOS

HOUVE um curto período da nossa vida económica que até nos servíamos de imigrantes, gente do leste com educação superior, nuns casos, africanos ilegais, sem papéis, brasileiros às carradas, todos eles  desejosos e necessitados de uma vida melhor.
 Mas foi sol de pouca dura, depressa voltámos onde estamos hoje e donde vínhamos ontem, regressando à nossa natureza de País de emigrantes, com mais de quatro milhões de compatriotas nossos espalhados pelo mundo a mandarem remessas com as suas poupanças que ninguém lhes agradece.
No Século XIX, os portugueses emigravam sobretudo para o Brasil. Foi, de resto, a quebra do câmbio da moeda brasileira que muito contribuiu para a bancarrota do Estado português em 1891, tanto era o dinheiro que os nossos patrícios de lá enviavam e que deixou de ter valor. Depois dessa dificuldade, muitas cartas de chamada ajudaram muitos outros portugueses a emigrar para a Venezuela, Angola, Moçambique, África do Sul, Havai e Estados Unidos,  e mais onde quer que fosse que um homem se pudesse valer e desenrascar.
Nos anos 60 do século XX empestámos a França e a Alemanha com cerca de dois milhões de portugueses que haveriam de construir as modernas cidades da Europa e trabalhar nas suas fábricas. As portuguesas eram, sobretudo, porteiras e mulheres de limpeza. Mas cá, nesses tempos, a pobreza era tal, que qualquer trabalho lá fora valia a pena, para educar os filhos, viver   aceitavelmente e ainda mandar o dinheiro para cá, para construir uma casa de família.
Agora voltámos a exportar portugueses carenciados. A diferença é que juntamente com a mão de obra indiferenciada que sempre mandámos embora, vão também jovens educados que em Portugal não encontram trabalho para as suas qualificações. Gente boa, bem preparada, com habilitações proporcionadas por Portugal, que assim perde o seu valor, transformando-os em mais desperdícios. Esperemos que por pouco tempo, pois Portugal precisa deles e continua um belo sítio para se construir um País.
In Sorumbático

terça-feira, 30 de outubro de 2012

JUSTOS E PECADORES


HÁ POUCO mais duma semana, seis cientistas e um representante do Governo foram condenados a 6 anos de cadeia por terem tentado tranquilizar as populações de L’Aquila, pedindo-lhes que não entrassem em pânico por causa duma onda de sismos que se fez sentir naquela região de Itália em 2009. Mas pouco depois, a 6 de Abril desse mesmo ano, um terramoto destruiria ali povoações e mataria um total de 309 pessoas.
Aqueles que aprovaram edifícios que não foram construídos pelas regras anti-sísmicas obrigatórias,  não foram sequer julgados. Mas meia dúzia de cientistas que participaram numa reunião com o representante do Governo e concordaram em dizer que uma série de sismos não antecedem, necessariamente, um terramoto sempre imprevisível, foram achados culpados e condenados a prisão efectiva.
Os geólogos foram ingénuos ao darem o seu nome e a estarem presentes num evento mediático organizado  para tranquilizar a população assustada. Principalmente, ao nem terem sequer controlado os termos do comunicado final que agora os inculpou.
Não comento a incongruência da sentença, cujo acórdão desconheço. O mal vai ser, de futuro, os cientistas recusarem-se a dar opiniões sobre fenómenos que não podem prevenir. O bom é que, daqui em diante, os cientistas  se mostrem mais independentes do poder político, qualquer que este seja. 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Rir ainda não paga imposto


NA MANIFESTAÇÃO de 15 de Setembro, contra a austeridade do Governo e da troika, houve diversos sinais de humor, criatividade e boa disposição de que nos podemos orgulhar. São símbolos do melhor da nossa identidade colectiva e não deixam de nos acompanhar nos períodos mais difíceis e controversos. Infelizmente, os nossos humoristas profissionais perderam a graça toda, entregues a encomendas de longa duração, e os nossos jornalistas têm muitas e boas razões para se preocuparem com outras coisas, acabando nós, assim, por só darmos por aquilo que nós próprios vemos.
O melhor cartaz da manifestação de 15 de Setembro era o que não queria que o ministro Gaspar transformasse o nosso País num “irremediável POORTUGAL”. Notáveis a graça, o poder de síntese e o efeito que a revista britânica “The Economist” teve a distanciação suficiente, o profissionalismo e o golpe de asa de recuperar e de destacar, atribuindo-lhe acertadamente a sua autoria “à rua”.
Graciosamente, o autor do artigo sobre Portugal e a sua dramática situação económica e financeira não resiste a comparar este “rebranding” popular à criação do ministério do Dr. Manuel Pinho, ministro de Sócrates, quando fez uma campanha internacional para vender o “ALLGARVE”.
Mas havia outros cartazes notáveis nas ruas de Lisboa, durante a manifestação de 15 de Setembro. Um deles, de que não me esquecerei, explicava: “Este Governo é como o meu marido. Não sabe o caminho, mas não pára para perguntar”.
Esta capacidade de humor recorda-me algumas outras frases que em 74-75, em pleno PREC, iam fazendo rir a “revolução”. Como a inscrição na Avenida 5 de Outubro que garantia que “tudo na vida tem um fim, menos o chouriço que tem dois.” Ou a Igreja dos Mártires apresentando numa porta “Entrada dos Leões” e, noutra, “Entrada dos Cristãos”.
E o humor popular tem sempre algo de interactivo. Vejam a frase escrita sobre o símbolo católico do peixe “Cristo vem aí!” a que alguém respondeu, com outra tinta e caligrafia “Venho já”!
Poderíamos ficar aqui a recordar muitas outras expressões do nosso genuíno humor popular. Tanto, que em vez disso atrevo-me a pedir ao SORUMBÁTICO que solicite aos seus contribuidores e leitores para aqui enviarem frases destas de que se recordem, a fim de todos nós podermos rir-nos um pouco, apesar da crise! Há dias, um jovem enfermeiro que teve de emigrar pediu ao Presidente que não aprovasse uma lei com taxas sobre as lágrimas e a saudade. Eu, aqui, não peço mais nada a ninguém. Lembro só que, por enquanto, rir não paga imposto!
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In Sorumbático – 23 Out 12

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Parece que foi hoje…



O MINISTRO Victor Gaspar disse, a quem o quis ouvir, que a sua proposta de Orçamento de Estado não pode ser mexida. “Não há margem”, explicou ele.”No máximo,” explicou ele”, há uma margem mínima para correcções”.
O pessoal ficou compreensivelmente chocado. Ele atreve-se a dizer que não podem modificar nada?! Então e o Parlamento? Os deputados representam os papéis que lhes encomendam, mas dito assim, à frente de todos, parece muito mal! Por que raio não conta o Parlamento numa coisa tão importante para todos como esta, pergunto eu!?
Porque o Governo do Estado Moderno é apenas um comité de gestão de negócios comuns de toda a classe burguesa. Na sociedade burguesa, o capital é independente e pessoal enquanto o indivíduo que trabalha não tem independência nem personalidade. Impedida pela necessidade de mercados sempre novos, a burguesia invade todo o globo, necessita estabelecer-se em toda a parte, explorar em toda a parte, criar vínculos em toda a parte.
A resultante obrigatória dessas transformações foi a centralização política. Províncias independentes, apenas ligadas por débeis laços federativos, possuindo interesses, leis, governos e tarifas aduaneiras diferentes foram unidas numa só nação, com um só governo, uma só lei, um só interesse nacional de classe, uma só barreira alfandegária.
Em virtude da concorrência crescente e devido às crises comerciais que daí resultam, os salários tornam-se cada vez mais instáveis.
O preço médio que se paga pelo trabalho por conta de outrem é um mínimo de salário, ou seja, é a soma dos meios de subsistência necessários para que o trabalhador viva como trabalhador.
Depois de sofrer a exploração do fabricante e de receber o seu salário em dinheiro, o operário torna-se presa de outros membros da burguesia: do proprietário, do retalhista, do banqueiro, etc.
As camadas inferiores da classe média de outrora, os pequenos industriais, pequenos comerciantes e pessoas que possuem rendas, artesãos, camponeses, caem nas fileiras do proletariado.
De que maneira consegue a burguesia vencer as crises? Por um lado através da destruição violenta de uma grande quantidade de forças produtivas; por outro lado pela conquista de novos mercados e pela exploração mais intensa dos antigos. A que leva isso? À formação de futuras crises, mais extensas e destruidoras, e à diminuição dos meios capazes de evitá-las.
Toda a explicação utilizada para responder à pergunta que formulei no segundo parágrafo foi escrita há 164 anos e consta do Manifesto do Partido Comunista. É Marx e Engels sem tirar nem pôr. Quem me ajudou a encontrar esta citação que se aplica aos nossos tempos de hoje com plena actualidade foi o Pedro Tadeu, mas quando se lê o que os teóricos escreviam regressamos com eles ao século XIX , muito próximo afinal, de onde nos encontramos agora.

domingo, 21 de outubro de 2012

Uma Clara Tendência


A EUROPA nem disfarça: assistimos à maior crise de integração europeia de sempre. Mas também parece haver cada vez menos gente preocupada com isso, se atentarmos nos anseios pelo regresso às moedas nacionais, se prestarmos atenção à desilusão perante a crise económica e financeira e, principalmente, aos desejos de desintegração que muitos estados europeus claramente manifestam.
A Escócia vai decidir em 2014 se passa a estado independente, apesar de ser um partido independentista que hoje a governa, gozando de apreciável autonomia, com parlamento próprio.
Na Catalunha sucede a mesma coisa, mas os catalães não estão satisfeitos e querem mais, embora as consequências da separação catalã do Estado espanhol possam ser mais sérias, desde logo porque também o País Basco viria logo atrás e a Galiza não se faria esperar.
Na Bélgica, os flamengos querem separar-se dos valões (francófonos). Na Itália um partido defende a separação do Sul, que despreza, do Norte, criando aqui uma nova nação, a Padânia. Os nacionalistas da Córsega também não fazem a vida fácil à França. Isto para ficarmos pela União Europeia, porque se formos à Europa que antes foi parte integrante da União Soviética, encontramos muitas mais e igualmente complexas questões.
Não deixa de fazer-nos pensar que quando a integração europeia sofre a sua maior crise de sempre, a tendência para a desintegração se manifeste tão fortemente em tantos Estados europeus, revelando aquilo que se pode tomar por uma clara e séria tendência.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

As Capas da Cebola



A HISTÓRIA organiza-se em camadas, como se fosse uma cebola. Toda a gente tem uma camada de que gosta mais. Os informáticos pensam em bits, os desportistas em segundos, os cães e os brokers em minutos, as mulheres em dias, os políticos profissionais em anos, as famílias em décadas, os políticos sérios e de vocação em séculos, os cientistas em milénios.
Se aplicarmos a nossa energia sobre essa cebola, podemos livrar-nos do nosso nefasto destino. Mas é preciso aplicar muita energia. Quanta mais, melhor, e muito concentrada sobre a capa que preferirmos, porque a energia tende a dispersar-se.
Nesta cebola, de tão fina e delicada, cada capa afecta a seguinte, pelo que a maneira mais prática de mudar o futuro é concentrarmos toda a nossa energia, todo o nosso esforço, na capa que está no centro: o presente, agora!
Além da cebola do tempo, há a cebola do espaço. Também aqui podemos escolher onde exercer a nossa energia. Podemos pensar em indivíduos, famílias, bairros, cidades, nações, continentes, planetas.
Daqui a uns quantos milénios o degelo poderá acabar com a civilização. Mas dentro de alguns séculos esgotar-se-ão o petróleo e o urânio, haverá guerras nucleares, biológicas, climatológicas, fome, frio e sede, de água mas também de justiça e de vingança, haverá trágicos êxodos, horríveis matanças.
Porém, nada disto nos impressiona tanto como a realidade mais próxima: nas próximas horas mais umas centenas de portugueses vão ficar sem emprego, outras centenas ficarão sem casa e milhares de pessoas como estes nossos compatriotas terão o mesmo destino no sul da Europa. O passo seguinte será preocupar-nos só connosco e com aquilo que nos possa suceder…

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sugestão breve para jeito Ao Gaspar



AQUELA directora da escola de Loulé que não deu de comer a uma criança de 5 anos por a família desta dever 30 euros à escola devia ser um exemplo! Não poderia esta exemplar funcionária do Ministério da Educação ser transferida para o gabinete do ministro das Finanças, o inefável Gaspar!? Então aquela atitude da directora  impedir uma auxiliar de pagar o almoço à criança e obrigar esta a sentar-se no refeitório sem nada à frente enquanto as outras comiam, merece os maiores encómios e aproveitamento que só podem existir na sua verdadeira proporção na apreciação pelos seus pares do ministério das finanças!!
 O Crato bem pode fazer um jeito ao Gaspar!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A dúvida razoável



GOSTEI muito da entrevista do deputado Paulo Campos a José Gomes Ferreira, na SIC Notícias. Primeiro, porque Gomes Ferreira está no top dos nossos melhores entrevistadores de TV. Segundo, porque o actual deputado do PS e antigo secretário de Estado das Obras Públicas de Sócrates revelou uma preparação, uma segurança emocional e uma frieza capazes de estabelecerem, nos leigos, uma dúvida razoável. A verdade é que a entrevista acabou e os contratos das parcerias público–privadas (PPP) assinados pelo Governo de Sócrates permanecem um mistério.
Paulo Campos não só garante que todos os documentos tinham sido visados pelo TC, como lembra que estes não foram só assinados por si, modesto secretário de Estado das Obras Públicas.  O Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, o seu ministro Mário Lino, o Conselho de Ministros, na sua totalidade e até o Presidente da República Cavaco Silva, o último a assinar, foram o crivo por onde passaram os controversos documentos que nos fazem pagar os olhos da cara.
Paulo Campos só teve um deslize, ao pecar por excesso. Aquela dele, aos 47 anos, deputado da Nação, ser sustentado pelos papás é excessiva! Não tinha necessidade, principalmente depois de nos recordar que se tivesse roubado não teria roubado sozinho!
Paulo Campos não quer morrer sozinho. E aproveitou bem a oportunidade do convite de José Gomes Ferreira para nos recordar que o povo acha que “tão ladrão é quem vai à horta, como quem fica à porta”.